domingo, 1 de março de 2015

JUSTIÇA EM ALERTA. CNJ AFASTA JUIZ FEDERAL DE PROCESSOS ENVOLVENDO O EMPRESÁRIO EIKE BATISTA

  

            Não temos informações suficientes para um posicionamento seguro sobre o episódio que deu causa a essa celeuma toda em torno do Juízo que se encontrava a frente dos processos de Eike Batista. O fato é que, além desse caso, temos notícias de vários outros que ocorreram nos últimos tempos, como o de um Juiz do Maranhão que deu voz de prisão a empregos da TAM no Aeroporto de Imperatriz, tão somente porque chegou atrasado para embargar e perdeu o voo. Tivemos o caso de outro no Rio de Janeiro que se envolveu num episódio com uma servidora numa confusão ocorrida numa blitz, quando o magistrado foi pego dirigindo o carro com a carteira de habilitação vencida.

Apesar dessas e de várias outras ocorrências, em regra os magistrados brasileiros são profissionais competentes e honestos, mas como em todas as carreiras e categorias existem exceções. Só que ultimamente estamos tendo registros de várias condutas desabonadoras, e todas elas somadas acabam causando um grande desgaste na imagem do Judiciário. Sobre o afastamento do magistrado envolvido no caso de Eike Batista, confiram a noticia encontrada no site do CNJ:          

“A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, determinou na noite de quinta-feira (26/2) o afastamento do juiz federal Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Federal do Rio de Janeiro, de todos os processos que envolvem o empresário Eike Batista. 

Em sua decisão, a corregedora explica que a sequência de eventos divulgados pela mídia, como o uso de um dos veículos apreendidos e algumas entrevistas, fez com que fosse necessária a instauração de uma reclamação disciplinar.

‘Em várias entrevistas, fica evidenciado que o juiz federal mantém a postura de ignorar o Código de Ética da Magistratura’, afirmou a corregedora em sua decisão. Além disso, a ministra completou que ‘não há, nem pode haver lacuna, brecha ou folga interpretativa que permita a um juiz manter em sua posse, ou requestar para seu usufruto, patrimônio de particular sobre o qual foi decretada medida assecuratória’.

A ministra ressalta que, embora tenha determinado a apuração pela corregedoria regional das condutas, os danos causados à imagem do Poder Judiciário e a possibilidade de continuação da conduta do reclamado pedem uma atuação concomitante da Corregedoria Nacional de Justiça.

Em sua decisão, Nancy Andrighi determina a redistribuição aleatória dos processos envolvendo a parte Eike Batista e o cumprimento pelo juiz federal do dever, em suas relações com os meios de comunicação, de se comportar de forma adequada, inclusive não emitindo opinião sobre processo pendente de julgamento.

A ministra também determinou a instauração de reclamação disciplinar para apurar eventual prática de falta funcional.”


            Claro que magistrados erram como qualquer outro profissional, já que são seres humanos como todos nós. A questão é que em razão do cargo que ocupam precisam ter o cuidado de andar correto e serem humildes, para evitar o envolvimento em situações constrangedoras como essa.    

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